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Sugerimos para o trabalho adotar a região da praça da Sé como foco. Centro simbólico da cidade, a Sé passou ao longo do século passado por uma série de reformas urbanísticas e arquitetônicas até atingir sua configuração atual. Podemos destacar a demolição da antiga Sé de taipa no começo do século e das quadras adjacentes, para a construção da nova Catedral e sua praça, logo um estacionamento palco de importantes manifestações políticas, uma vez que no edifício Santa Helena (demolido na década de 70) localizavam-se vários sindicatos. A seguir temos a demolição de quadra próxima para criação de um terminal de ônibus no que se denominou Praça Clóvis, hoje suprimida pelas obras da década de 70. Notórias são para a configuração atual as obras do Metro na década de 70.
Praça da Sé, mapa Sara Brasil, 1930
Praça da Sé, 1952
Nesse período uma série de demolições reconfiguraram também os espaços adjacentes, suprimindo importantes marcos do período colonial, como as reformas que destruíram a antiga Câmara e Cadeia para a criação do perímetro central, a chamada rótula, com a praça João Mendes, entre outras obras no seu entorno. Merecem especial atenção a construção e sucessiva destruição do parque D. pedro, alvo de inúmeros projetos inclusive recentes, e o complexo de viadutos nessa região e no Glicério, que hoje também são objeto de intervenções do poder público, não raro com expulsão de moradores e catadores. Ainda assim, o entorno da Praça da Sé, e a própria praça, mescla um conjunto de usos e apropriações do espaço público de intensos e não raro conflitantes valores culturais e sociais, com expressiva população moradora em seu entorno, ao mesmo tempo que centro cívico por excelência, centro de negócios diversificados e outros tantos usos polarizados na região, além de um espaço de intensa mobilidade e fluxo, que coexiste em meio a espaços culturais e formas de apropriação popular.

Praça da Sé, Diretas Já
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