espiral: da sensibilidade, conhecimento, liberdade

aprender com a cidade, aprender na cidade PAISAGENS PARTILHADAS

paisagens partilhadas PDF Imprimir E-mail
Pesquisa - pesquisas
Escrito por Euler Sandeville Jr.   
Dom, 28 de Fevereiro de 2010 01:26

CONCEITOS E MÉTODOS NO ESTUDO DE PAISAGENS – PAISAGENS PARTILHADAS (fase 1)

Pesquisa: Prof. Dr. Euler Sandeville Jr.

2003-2009

 

 

A pesquisa pretende reconhecer diversas linhas de pensamento e ação (ou epistemologias) nos estudos de paisagem, a partir do que adota um referencial que tem como foco de atenção a problemática do cotidiano e da cultura (muito nos ajudou na aproximação entre estrutura e cotidiano, entre espaço e lugar, Santos 2002, e mais recentemente Lefebvre, entre outros autores que dão maior atenção ao cotidiano e ao lugar). Caminha na direção de estudos que envolvem a participação do pesquisador no campo (Caldeira 1984, Brandão 1999), com forte atenção para a afetividade e a experiência. A afetividade, como a experiência, tem sido uma temática grandemente negligenciada nos estudos acadêmicos, por ser talvez considerada - paradoxalmente - uma dimensão menor diante de aspectos estruturais da sociedade na determinação do destino humano. Alguns autores discutem sua necessidade como constituinte do conhecimento (Morin 1997, 2005, Rougemont 1988, Tuan 1980, entre outros).

Para responder a essa complexidade, foi proposta a noção de paisagens como experiências partilhadas e socialmente construídas desenvolvida pelo docente (Sandeville Jr. 1999; 2004a; 2005; Sandeville Jr. e Hijioka 2007) sobretudo a partir de vivências assistemáticas de campo e de uma literatura de influência da geografia cultural e da antropologia1 e de forte conotação crítica. Assim, essa paisagem que nos ocupa é entendida como um campo de tensões e contradições, evidenciando o drama humano que abriga em sua dimensão histórica, ecológica e cultural, e as implicações sociais que se abrem com esses estudos. Tal entendimento é base para estudos de paisagem desenvolvidos no grupo de pesquisa “PAISAGEM, CULTURA E PARTICIPAÇÃO SOCIAL”, que reconhecem a legitimidade das especificidades culturais e dos arranjos ou apropriações espaciais referentes a determinadas comunidades ou grupos sociais, sobretudo em condições de exclusão, alteridade e preconceito. Os estudos indagam por métodos de aproximação dessas especificidades como necessários ao entendimento e apreensão da paisagem e à determinação de suas potencialidades, integrando processos de vivência a métodos oriundos das ciências.

O principal resultado do que estamos chamando de fase 1 desta pesquisa foi o amadurecimento de uma abordagem cultural da paisagem no âmbito da Arquitetura e do Urbanismo2, que inclui aspectos da subjetividade, da sensibilidade e da afetividade como essenciais ao que chamamos de paisagem. Tal proposição pode ser resumida no seu entendimento como experiência partilhada e produzida socialmente, portanto, deve-se notar que a concepção da paisagem como experiência, longe de remeter tal noção ao domínio exclusivo da experiência, da subjetividade e da cultura, implica em seu entendimento como socialmente partilhada e construída, e como herança histórica3.

Entendida sempre como pesquisa qualitativa e exploratória, desenhou-se uma estratégia que não visa a construção de uma abordagem totalizante. O resultado atual é decorrente de um gradual redirecionamento de pesquisa iniciada em 2003, tendo gerado artigos em revistas acadêmicas e seminários técnicos, além de oficinas e workshops motivados por esses trabalhos, o que se procurou fazer em uma perspectiva crítica e propositiva nos fóruns internos ou externos à Universidade. A partir de alguns ensaios iniciais em que se adotava um recorte territorial, foi convergindo para uma preocupação de caráter teórico-crítico-vivencial a partir de 2004, realizando a base empírica através de processos de orientação e atividades que podem ser ditas de ensino-extensão, sempre que possível desenvolvidas no âmbito de experiências pedagógicas que envolvem parceiros externos à Universidade em sua constituição. Esse processo conecta-se também com um gradual entendimento e amadurecimento do desenho da contribuição do docente na instituição pública, e das formas possíveis para definir nesse contexto um alcance social para o trabalho.

Desse modo, a pesquisa desdobra-se em projetos experimentais e de curta duração, envolvendo formas participativas de trabalho, ou estudos temáticos que visam possibilitar aprofundamento pontual. O objetivo é explorar possibilidades abrigadas no campo de investigação, a fim de pensar relações entre o específico e o geral, entre o conhecimento e o vivido, e de rever os quadros de entendimento que vão assim se organizando. Sempre que possível, o objetivo é estabelecer processos experimentais de ensino que possibilitem um crescente rebatimento dos aspectos investigados na formação de outros participantes, apontando na direção de processos solidários e coletivos de produção e gestão.

O primeiro desafio foi encontrar um quadro teórico que permitisse confrontar ou fortalecer essa proposição. Foi identificada forte correspondência na Geografia Cultural, que a partir das últimas décadas do século passado revela contribuições da antropologia e da fenomenologia. No entanto, geralmente os procedimentos de pesquisa não eram enfrentados nesses autores, que se resumiam, como também havíamos feito nos artigos mencionados, a uma postulação de preocupação teórica, deixando um enorme campo experimental a ser percorrido e construído conjuntamente nos trabalhos com essa orientação no Grupo de Pesquisa.

O foco a partir de 2004/2005 no estudo das Paisagens como Experiências Partilhadas tornou-se central para a pesquisa. Nessa direção, foram concluídos cinco mestrados (Machado 2007, Suguimoto 2007, Silveira 2008, Moreno 2009, Vieira 2008), estando uma iniciação científica (Gabriela Radoll) e um mestrado em fase de conclusão (Claudia Soares), um doutorado (Cecília Machado) e dois mestrados (Silvia Valentini, Andréia Broering) em andamento, um dos quais com passagem indicada para o doutorado. Os trabalhos de Cecília Machado, em toda a sua concepção, e o mestrado em conclusão de Claudia Soares, em seu quadro de referências, já avançam sobre o que entendemos ser a fase 2 dos trabalhos. Essas pesquisas geraram também alguns trabalhos em co-autoria (Sandeville Jr. e Angileli 2005, Sandeville Jr. e Suguimoto 2008, 2009, Sandeville Jr. e Moreno 2007, Sandeville Jr. e Vieira 2007, Sandeville Jr. e Vaz 2004).

Até 2008, nos pareceu fundamental consolidar os avanços nos aspectos de método decorrentes da proposição assumida, pensando e posicionando com o Grupo de Pesquisa, a partir dos estudos em andamento, tensões conceituais entre estrutura e cotidiano, entre produção social do espaço e cultura, entre vivência e conhecimento, entre ação e valoração, bem como aspectos operacionais da inserção dos pesquisadores em campo como um sujeito entre outros.

Dada a importância desses trabalhos no desenvolvimento desta pesquisa, com a qual se comprometeram integralmente, tornando possível aprofundar em um ambiente que contribui ao desenvolvimento mútuo dos pesquisadores, relaciono os integrantes do grupo e seus respectivos trabalhos:

  1. Ana Paula PAIVA, Urbanização e Impactos na Paisagem Litorânea: Um Estudo de caso com a População no Município de São Sebastião - Arquiteta, Mestrado FAU.USP, conclusão 2007

  2. Andréia Broering, Mecanismos de envolvimento comunitário e gestão da paisagem do entorno de reserva particular de patrimônio natural - RPPN: Estudo de caso Paulo Lopes, Santa Catarina - Geógrafa, Mestrado FAU.USP, início 2008

  3. Catarina Faria Alves SILVEIRA, Lá e aqui: estudo das práticas de transformação da paisagem em comunidades rurais da Zona da Mata Mineira. - Bióloga, Mestrado em Ciência Ambiental, USP, conclusão 2008

  4. Cláudia Cruz Soares, Heliópolis: educação pela paisagem - Pedagoga, Mestrado FAU.USP, início 2007

  5. Cecília MACHADO, Arquitetura na Favela e Arquitetura da Favela: Vila Brasilândia - Arquiteta, Mestrado FAU.USP, 2007, Doutorado em curso

  6. Cecília MACHADO, Paisagens Reveladas no Cotidiano da periferia. Distrito de Brasilândia, Zona Norte do Município de São Paulo - Arquiteta, Mestrado FAU.USP, conclusão 2007

  7. Flavia Tiemi SUGUIMOTO, Paisagens do Médio Tietê: Formas de Uso e Apropriação de suas Águas para o Lazer - Turismóloga, Mestrado FAU.USP, conclusão 2007

  8. Gabriela Radoll, Sistemas de Espaços Livres e População em bacia no Município do Embú - Iniciação Científica, FAUUSP, 2009

  9. Juliana Moreno, Temporalidades da Paisagem: uma análise das temporalidades que emergem no espaço de vida da comunidade quilombola Pedro Cubas, Vale do Ribeira, SP - Arquiteta, Mestrado FAU.USP, conclusão 2009

  10. Lucia Bernardi, Aporte das áreas verdes à conservação da natureza em Parque Natural Municipal, Montevidéu, Uruguai - Agrônoma, Mestrado FAU.USP, conclusão 2007

  11. Mônica Yoshizato Bierwagen, Sociedade de Consumo e Sustentabilidade: Aspectos normativos - Advogada, Mestrado PROCAM.USP, início 2008

  12. Roberto RÜSCHE, Potencialidades para a Criação de um Sistema de Espaços públicos de Conservação e Lazer na sub-bacia do Córrego Padre Simplício, Jundiaí, SP - Iniciação Científica, FAUUSP, conclusão 2005

  13. Rosana VIEIRA, Paisagens Invisíveis: os Sertões de Ubatuba - Arquiteta, Mestrado FAU.USP, conclusão 2008

  14. Silvia Valentini, Os Sentidos da Paisagem - Artista Plástica, Mestranda FAU.USP, início 2007

O desafio de construir um conjunto de procedimentos coerentes deveria beneficiar-se de contribuições de campos disciplinares diversos, e ser enfrentado a partir da construção do campo em cada pesquisa, fortemente marcado pela observação participante. Fora adotado nesses campos uma série de cuidados e procedimentos do pesquisador durante os trabalhos de imersão4 e partilha de experiências com os protagonistas das pesquisas. Inúmeros procedimentos foram sendo agregados ou desenvolvidos, com forte ênfase nas narrativas de vida (Bosi 1987, Meihy 2005) e oficinas temáticas, incorporando a formação do pesquisador5 às questões sugeridas pelo campo, sempre buscando sua fundamentação cuidadosa. Dada a natureza das pesquisas, diversas dinâmicas de trabalho em conjunto com segmentos da população foram desenvolvidas na forma de oficinas, sempre buscando alternativas à voga de questionários estruturados como resposta fundadora em abordagens qualitativas, o que nos parecia um contra-senso corrente, exceto quando o procedimento vem muito adequadamente circunstanciado e delimitado em relação ao que se pretende.

Os avanços realizados nessa direção foram o foco central do docente, embora desde 2003 já constituíssem o fundamento do grupo de estudos e depois grupo de pesquisa. Entendemos ainda assim que os resultados na construção de um quadro referencial não são definitivos nem exaustivos, nem o poderiam ser, mas permitem circunscrever com certa segurança esse campo. No que se refere aos procedimentos, logrou-se desen volver, fundamentar e experimentar um conjunto de estratégias que revelaram coerência com os pressupostos teóricos. Em alguns casos, por dificuldades específicas, foram utilizados procedimentos que poderiam afastar-se um pouco das postulações apresentadas acima, tais como emprego de questionários estruturados em certas situações e análise categorial (Bardin 1995), mas sempre vinculados ao contato direto com a população e como complementares à imersão no campo, garantindo sua contribuição ao se estabelecerem os limites adequados como recursos interessantes para organização dos trabalhos de campo ou de seus resultados.

Por outro lado, a questão das Potencialidades de Paisagem e de Gestão remonta a problemáticas abordadas no Mestrado (Sandeville Jr. 1993, 2001) ou em workshops e textos recentes (Sandeville Jr., 2006). No âmbito da pesquisa “Conceitos e Métodos no Estudo das Paisagens”, essa temática abrangeu três orientações concluídas especificamente sobre a temática do planejamento, sendo um mestrado com alguma atenção aos aspectos institucionais do planejamento da paisagem (Paiva 2007), um mestrado (Bernardi 2007) e uma iniciação científica (Rüsche 2005), estes com foco em abordagens sistêmicas derivadas do Planejamento da Paisagem e da Ecologia da Paisagem. Essa direção, em que pese o mérito dos trabalhos, foi suplantada no processo de estudos pelas implicações teóricas e metodológicas implícitas na temática das Experiências Partilhadas. Estudos realizados e outras experimentações externas à Universidade em ações coletivas nos indicavam então uma outra formulação para a temática da gestão.

Essa outra formulação sugere deslocar o foco dos aspectos político-institucionais e técnico-científicos para aqueles da ação participativa autônoma. Basicamente, se recoloca a problemática da Gestão como um processo criativo e auto-gestionado e não como um processo técnico, embora a questão técnica ainda precise ser investigada na relação com a possibilidade de práticas autônomas e independentes na transformação do espaço comum, abrindo espaço para estudos que relacionem essas fronteiras no futuro. Por outro lado, não se pode negar que os resultados do conjunto de atividades foram corroborando para uma desconfiança nos processos institucionais, valorizando o direcionamento para trabalhos de campo com populações em situação de exclusão, alteridade identitária ou submetidas a formas mais ou menos sutis de preconceito, como base para, em uma segunda fase, avançar em processos colaborativos de trabalho.

A implicação dessa postulação nos processos de ensino é ainda pouco explorada e sugere repensar os saberes convencionais partilhados pelos arquitetos enquanto construtores de objetos sociais quase como obras artísticas, cuja lógica se define interna a essa prática e distante das condições sociais prevalecentes em nossa sociedade, embora extremamente operantes em situações em que haja concentração de capital para a construção de edificações ou obras públicas. Indo além, a proposição de ensino como simulação da realidade pode ser repensada a partir da experimentação ativa e da interferência na realidade a que se refere, indicando os novos caminhos a serem desenhados na fase 2 desta pesquisa, com experiência-piloto em curso já mencionada (http://paisagemheliopolis.wordpress.com/). Pensamos que o contato com a realidade social se faz necessário para formar profissionais capazes de projetar para a maioria da população, sendo esses procedimentos uma contribuição nessa direção. Mas temos que pensar também na contribuição de nossos saberes para além dos quadros profissionais, para que a população possa se posicionar de modo criativo e propositivo diante de suas necessidades.

Embora já pretendêssemos na primeira fase, como horizonte de pesquisa, nos movermos no sentido da pesquisa em ação colaborativa, apenas a partir de 2007 desenhamos meios mais fortemente direcionados para esse fim (embora haja abordagens pontuais e de menor envergadura anteriores), permitindo-nos finalmente sua formalização tentativa em 2009 como um redirecionamento da pesquisa. Nessa segunda fase, pretende-se que se possa aprofundar processos colaborativos e horizontais de produção de conhecimentos. O que se passa a buscar é essa capacidade de ação como produção de conhecimentos conjuntamente.

Um parêntesis deve ser feito nesse sentido. As tentativas nessa direção, embora parciais, levaram em 2007 à proposição do Projeto “Paisagens Vivenciadas. Da Contracultura à Cultura Contemporânea”, que teve por finalidade representar um elo de ligação entre as questões já expostas e outras experimentações desenvolvidas com parceiros externos à Universidade, no sentido de autogestão, processos horizontais de criação, formas coletivas de autoria, etc.. Esse projeto visava criar um espaço acadêmico experimental, que viabilizasse atuar nas brechas da produção de conhecimento, ou seja, de modo assistemático e não disciplinar, processos criativos, experimentações informais na percepção dos espaços urbanos, ao mesmo tempo em que explorando permeabilidades entre os estudos históricos da paisagem contemporânea, as vivências experimentais de caráter artístico e coletivo, e os estudos temáticos e de orientação metodológica de paisagens em situações de exclusão. Assim, a base de estudos colocava em questão a herança contra-cultural e sua assimilação e ressurgências sob novas formas a partir dos movimentos contrários à globalização na década de 90 e na atual, explorando seu entendimento em uma perspectiva histórica paralela à vivência. A distinção desses procedimentos visava não comprometer os avanços realizados na pesquisa “Conceitos e Métodos”, de caráter mais sistemático, e pela liberdade propositiva não sobrepor-se com os estudos de natureza histórica desenvolvidos em outra linha de pesquisa (apresentada no Relatório 2007-2009). O conjunto de questões propostas veio a encontrar convergência na formulação da fase 2, o que se pode perceber na adoção de uma série de objetivos daquele projeto, que assim considerou-se encerrado, muito embora a disciplina de mesmo nome no Programa de Pós-Graduação receba continuidade. Não se pode negar, entretanto, que essas experimentações produziram momentos de tensão e crises pessoais, que culminaram em 2008 em uma crítica mais aguda à estrutura universitária e colocaram como questão íntima a forma de inserção docente.

Daí empreender-se, ao longo do ano de 2009, um esforço de repensar a inserção das pesquisas, sua formulação, bem como definir uma estratégia de trabalho que permitisse não só dar continuidade coerente aos avanços conseguidos na abordagem da paisagem como experiência partilhada e socialmente produzida, mas conciliar os impasses sentidos com a mesma estrutura que os sustenta, na medida em que revela também enorme potência para a produção de um conhecimento ativo e socialmente relevante. Ao longo de uma série de processos mencionados no relatório de atividades 2007-2009, adotou-se como temática para a segunda fase da pesquisa o título sempre provisório de “Cidade na Prática Educativa”. A definição de uma nova temática ligada à educação, em parte sugerida pelos estudos realizados, em parte pelo questionamento da inserção institucional, em parte pelo ofício de professor, veio a revelar-se como meio privilegiado. Permitirá tanto dar continuidade a experimentações no sentido da pesquisa-ação antevista constantemente na fase anterior, quanto para redefinir em um campo teórico e experimental a prática docente, articulando esses pólos na contribuição que a Universidade pode dar ao relacionar-se com outras estratégias e níveis educacionais (o que me parece uma urgência e obrigação prioritária da Universidade), e ainda para abrir um conjunto de conceitos novos, que tem convergência não só com a pesquisa sobre paisagem, nos termos que a entendemos, mas na ação como docente.

A preocupação com o ensino já vem em minha produção anterior com alguns artigos de caráter mais expositivo, e outros, mais relevantes, de caráter crítico ou propositivo (destacando-se com referência à problemática tratada aqui Sandeville Jr. 2007a, 2007b, 2007c, 2003, 2004b, e de um período anterior a 2003, mas de importantes consequências para o que se discute aqui, Sandeville Jr. 1990). Trata-se de avançar nesse campo de forma mais intencional e fundamentada, no âmbito das preocupações, conceitos, métodos, experimentações, articulando ao menos experimentalmente em uma nova perspectiva a Universidade Pública com o ambiente em transformação no qual se insere e transforma-se, projetando a contribuição diversa que a caracteriza e o alcance social que possa representar.

 

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1 Sendo inicialmente devedora de autores como Menezes 2001, Machado 1988, Coimbra 1985, Santos 1985, entre outros a partir do desenvolvimento de postulações em Sandeville Jr. 1986 - que circulou impresso em atividades do docente e Sandeville Jr. 1999.

2 Alguns contribuições para essa aproximação podem ser encontrados em autores como Carlos Nelson dos Santos 1985, A. Rappoport 1978 e outros, que contribuíram para pensar a percepção ambiental para além dos aspectos visuais ou de legibilidade, inserindo o tema da cultura e da apropriação do espaço, contribuindo para pensar a a percepção como cultura.

3 Nesse sentido, Sandeville Jr. 1993 e 1999.

4 Em especial contribuições nesse sentido da etnografia e da história oral.

5 O Grupo de Pesquisa reuniu pesquisadores de diversas áreas, como biologia, agronomia, turismo, pedagogia, advogacia, arquitetura, geografia.

 

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Última atualização em Dom, 07 de Março de 2010 17:24
 

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