espiral: da sensibilidade, conhecimento, liberdade

aprender com a cidade, aprender na cidade PROPOSTA

A proposta da Espiral PDF Imprimir E-mail
Espiral - memoriais
Escrito por Euler Sandeville Jr.   
Sáb, 27 de Fevereiro de 2010 20:25

Espiral: da Sensibilidade, Conhecimento, Liberdade é a proposta experimental de ambientes e vivências individuais e coletivas com intenção de criação, reelaboração de percepções e representações, pesquisa e debate da cultura, ação socioambiental, buscando integração com outras propostas convergentes e o desdobramento por contágio imprevisível. É a origem de errâncias e vivências urbanas e em ambientes naturais, processos de criação artística e de expressão espontânea, atelies de criação, grupos de trabalho e estudo, projetos de pesquisa da cultura e da paisagem, processos de ensino, capacitação e formação, experiências de transformação de processos culturais e ambientais de construção social do ambiente, experiências da intensidade pessoal nos limites da consciência e da paixão.

princípios da espiralOs textos deste portal não se pretende que sejam sistemáticos, nem totalizantes, embora se procure refletir em uma perspectiva abrangente e experimental. Não se propõem formas ou arranjos verdadeiros, o que seria um contra-senso, fixar o transitório. Mantêm-se um ponto de desconfiança, de cautela e atenção com as dimensões institucionais e normativas que tentam abarcar nossas práticas e desejos.

Mas se pretende que esses textos abracem e expressem princípios, cuja origem é antiga e persistente na história dos humanos, que penso necessários para nosso compromisso na vida em comum, em esferas públicas e coletivas de convivência, construção e transformação, com liberdade e subjetividade tanto quanto convívio e ação social. Princípios que permitem colocar questões que penso necessárias, e inquirir sobre as relações, o posicionamento no mundo contemporâneo. Por isso mesmo, não se promulga nem se adere a formas que não possam mudar. A adoção de princípios e valores só faz sentido se não são enunciados, e sim práticas.

Daí a dificuldade extrema: tudo por aqui está trânsito, em descoberta a partir de uma convicção que se realiza em ambientes multifacetados, reconstruída permanentemente sua coerência no aprendizado que dura a duração da vida. É sim uma tentativa de construção, que não se pretende concluir através de um projeto sabido antes, mas de um projeto construído no vivido, na experiência de seus horizontes e suas contradições, seu desejo e sua busca.

Essa proposição se pauta pela investigação na construção de uma mensagem ancorada em uma reflexão mais ampla, sob a forma de um debate da cultura que expresse um compromisso sério com a existência em nosso tempo e com a busca de uma "arte-vivência" e um "conhecimento-ação" que tenha sua raiz no prazer, na sensibilidade, na descoberta e na convicção. Nasce de buscas pessoais, convicções, desencontros e desencantos, esperanças, pesquisas, práticas profissionais e criativas, convivência nem sempre fácil no espaço comum.

programa da espiral

Nesse processo aprendo. E formulo a idéia da espiral, que vai se transformando, voltando a ser, nebulando-se, e encorajando-me a ampliar a proposta dentro das minhas possibilidades de ação em interface com outros. Trata-se de uma idéia e um princípio de conhecimento e afeição que permeia diversas possibilidades de atuação e expressão, artísticas, de ensino e pesquisa, de engajamento em programas de ação. Movemo-nos por um patrimônio comum, para o qual confluímos de modo investigativo e apaixonado nossas possibilidades criativas e saberes. Homenageamos o amor, a liberdade, a alegria e a vida. Temos tudo a aprender nessa direção, importa querer e persistir.

As experimentações permitem questionar pressupostos e aprofundar perspectivas, aprender em ação interagindo em circunstâncias diversas, estabelecer fluxos entre os limites institucionais e a experiência sensível e cognitiva que os transcendem em seu estímulo e desafio mútuo. Conduzem a pensar criticamente possibilidades e alternativas diversas de organização e atuação na produção do conhecimento e seu acesso, no desenvolvimento sensível, na ação cultural e solidária, em processos de ensino, formação e participação, na busca e uso de recursos, nos processos de transformação do ambiente comum, entre outras visões que sua vivência e sua razão próprias abrem.

 

Euler Sandeville Jr.

espiral

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Última atualização em Qua, 24 de Março de 2010 17:07
 

espiral

“… Em primeiro lugar, nós estamos afirmando com esse título que ninguém aprende fora da história. Segundo: deixamos muito claro que ninguém aprende individualmente apenas. Quer dizer: nós somos sócio-históricos, ou seres histórico-sociais e culturais, e que, por isso mesmo, o nosso aprendizado se dá na prática geral de que fazemos parte, na prática social.” (Paulo Freire)

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