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Representações da Natureza e da Cidade no Brasil PDF Imprimir E-mail
Pesquisa - pesquisas
Escrito por Euler Sandeville Jr.   
Ter, 09 de Março de 2010 15:09

REPRESENTAÇÕES DA NATUREZA E DA CIDADE NO BRASIL (ARTE, PAISAGEM, HISTÓRIA)

Prof. Dr. Euler Sandeville Jr. (FAU USP)
início: 2009 (em continuidade a pesquisas anteriores a partir do Mestrado, 1993, e Doutorado, 1999)

 

 

OBJETIVOS:

Estudar representações da natureza e do espaço urbano discutindo a paisagem em uma perspectiva histórica, valendo-se de registros diversos como relatos de viajantes, obras artísticas, projetos e outras fontes de pesquisa, contribuindo para o debate cultural na produção e apropriação das paisagens, pensando-as a partir das desigualdades e processos que as constroem.

 

 

A PROPOSTA

A pesquisa analisa numa perspectiva teórica de fundo histórico, estético e cultural registros iconográficos, verbais e textuais, em estudos acadêmicos e técnicos, criações artísticas eruditas e populares e eventos diversos, discutindo as identidades e alteridades locais e regionais no Brasil. Propõe a um debate da cultura e da apropriação da paisagem, discutindo representações conflitantes sobre realidades brasileiras e suas contradições.

Os registros de viagens e obras de arte têm despertado a atenção de estudiosos há muito tempo, sobretudo em dois de seus aspectos - enquanto testemunho documental de períodos históricos, e enquanto representações da realidade e, portanto, circunscritos em padrões culturais, fantasias, regras artísticas ou sociais. Ou seja, devem ser entendidos não como verdades, mas como representações. Os estudos dos registros de viajantes pelo Brasil, desde o período colonial e sobretudo no século 19, são já extensos. O mesmo não se pode dizer dos viajantes que cruzaram o país ou suas regiões no século passado. Embora tais relatos existam, são pouco avaliados, justificando um foco mais atento sobre essa produção. Pode-se considerar ainda uma série de registros de teor comercial ou artístico em várias mídias, bem como na cultura popular, como base documental válida para os estudos.

A questão do entendimento das fontes deve assim alargar-se, incluindo depoimentos e outras formas de pesquisa que se abrem à participação dos usuários para a construção tanto dos objetos de estudo, quanto dos sistemas interpretativos. Há ainda uma extensa e significativa literatura de caráter sociológico ou artístico revendo e consolidando visões sobre a nacionalidade e o presente a partir de incursões na história. Viagens que não implicam no deslocamento físico, mas que constroem também as bases da percepção das realidades nacionais, regionais e locais. Revelam estes documentos por vezes visões dos estrangeiros e olhares de brasileiros sobre os brasileiros, expressando as relações decorrentes da condição de colonização, e portanto, também o modo como esses viajantes e estudiosos se representam.

Ocorre ainda questionar o impacto dos meios mecânicos e eletrônicos de registro e difusão sobre as percepções atuais dos visitantes e residentes sobre as paisagens. A questão da base documental é portanto colocada em perspectiva abrangente e inclusiva, consoante com avanços das ciências desde o século passado.

É no contexto desse entendimento que se colocam como debate metodológico e de categorias de análise as possibilidades de interpretação de paisagens, de suas representações e de projetos para sua transformação. Pergunta-se que representações da realidade mobilizamos, o quanto seus registros e roteiros limitam ou condicionam antecipadamente a percepção e vivência dos atores sociais em questão. Pergunta-se também como se recoloca a problemática da identidade na sociedade globalizada e qual o modo como o registro e os meios tecnológicos podem contribuir ou não para uma experiência do lugar. Coloca-se em pauta qual visão estamos formando atualmente sobre nossas realidades; discutindo as representações da paisagem e da cultura mobilizadas nessas sensibilidades e registros.

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Última atualização em Ter, 09 de Março de 2010 15:21
 

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