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PAISAGENS VIVENCIADAS: CONTRACULTURA E SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA (19451955195719691971197219742012) Euler Sandeville Junior 2007-2009
Discute as heranças dos movimentos contestatórios, artísticos de vanguarda e contra-culturais, em suas relações com a paisagem, a natureza e o ambiente e com a mudança de comportamentos, procurando estabelecer uma perspectiva crítica dos processos artísticos e coletivos contestatórios na sociedade de contemporânea. Propõe trabalhar um material tematicamente recortado em movimentos culturais a partir do marco do final da Segunda guerra Mundial,
1.) analisando seus produtos e, na medida do possível, processos criativos e a relação arte-vida cotidiana a partir da experiência vivenciada até sua constituição como produto,
(2.) como base para a investigação crítica das percepções e valores pré-concebidos em relação à paisagem e às sensibilidades que assim se mobilizam,
(3.) confrontando o ambiente acadêmico com formas de valoração e organização externas a esse ambiente, esperando gerar uma tensão crítica que contribua para discutir o papel da Universidade, do conhecimento narrativo próprio do discurso acadêmico e de processos criativos decorrentes da sensibilidade artística,
(4.) estabelecendo processos experimentais de vivência, sensibilização e crítica a partir do estudo de movimentos culturais e seus processos criativos A PARTIR DOS CANAIS POSSIBILITADOS PELA UNIVERSIDADE E POR FORMAS DE ASSOCIAÇÃO AUTÔNOMAS EM RELAÇÃO A ELA,
(5.) e PENSAR sobre os processos criativos, motivacionais em diversas formas e processos que almejam vias alternativas e autônomas de gestão coletiva, produção solidária, e convivência.
A herança do período posterior à Segunda Guerra Mundial, extremamente singular na história humana, não está devidamente avaliada, como também ainda é difícil a discussão do que representem hoje e que novos arranjos se estabelecem. Os marcos emblemáticos da cultura contemporânea, e da contra-cultura, expressos em movimentos artísticos e coletivos como os beats, situacionistas, fluxus, movimento hippie, movimentos contra guerras e outros tantos mais recentes como os Fóruns Sociais, coletivos de arte e formas de ativismo, procuraram ou procuram se opor a processos extremamente violentos da sociedade globalizada, com impacto nas formas de comportamento, mobilidade, sexualidade, defesa do ambiente, fruição da paisagem, apropriações simbólicas da natureza e representações do urbano.
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