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REPRESENTAÇÕES DA NATUREZA E DO AMOR ENTRE OS SÉCULOS 13 E 19 NA LITERATURA E NAS ARTES
Euler Sandeville Jr. 2003-2009
É um estudo do amor nas artes, na literatura e outros documentos, entre os séculos 13 e 19. Com base em bibliografia de referência que possibilite uma visão histórica dos documentos selecionados, procura-se entender como se construiu a noção moderna de amor, que heranças abriga e encaminha, suas nuances, ambigüidades e amplitude, que relações mantém com a idéia de natureza e de beleza. Considerando-se o amor e as paixões como uma das dimensões primordiais da experiência no mundo, procura-se reconhecer sua dimensão cultural, na medida em que se trata de um mundo socialmente construído, vivenciado e desejado, e apenas assim passível de ser paisagem em toda sua possibilidade. Espera-se, com isso, estabelecer uma base crítica que permita a discussão futura da noção de amor contemporânea e dos atuais impactos da tecnologia, no âmbito de uma outra pesquisa que se inicia (Paisagens Vivenciadas da Contracultura à Contemporaneidade). O estudo do amor e da natureza nesse período nos ajuda a colocar a paisagem na dimensão de um drama interior, um forte desejo e apreensão de mundo, de inserção, conhecimento, transgressão e transcendência, seja quando é inquietante, ou conduz a alma aos meandros de seus instintos, seja quando protagoniza a fantasia de uma harmonia, seja quando possibilita a consciência das ações no mundo. Contribui para confrontar a idéia de uma história linear e ordenada como uma fantasia, e os conceitos de racionalidade utilizados para inventar seus períodos são confrontados pela loucura, pelo desejo, pela ambição, pela afetividade, esvaziando as pretensões de hegemonia ou unicidade da razão (ou outras) na representação (narrativa) da história. Em todos esses casos, desejo, estética e ética sugerem construções complexas, por vezes tensas e contraditórias, de mundo. Procura-se verificar, a partir daí, em que medida é possível identificar relações diretas (ou indiretas, através de intersecções culturais nos casos estudados), entre o amor e os jardins projetados. Em especial enquanto representações da natureza e da urbanidade, entre outras dimensões simbólicas, como a do jardim de delícias ou da academia e seus desdobramentos como construção artística para a vida ao ar livre, em seus enredos mais ou menos transgressores no decorrer do período estudado.
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